quarta-feira, 10 de outubro de 2012

"Apesar dos resultados positivos, estou insatisfeito", diz Tarso Genro sobre a segurança pública no RS


Segundo o governador, queda em alguns tipos de crimes não tem refletido na sensação de insegurança da população


O governo estadual promete reduzir a sensação de insegurança da população com maior presença da Brigada Militar (BM) nas ruas, com base na incorporação dos novos 2,7 mil policiais militares e 700 agentes da Polícia Civil. Ações serão organizadas de curto, médio e longo prazo, disse Tarso, em entrevista à Rádio Gaúcha.

— A sensação de insegurança existe hoje em todo o Brasil. E quanto mais situações aparecem, maior a reação das vítimas em tentativas de assaltos. A resposta será dada com maior policiamento nas ruas. Embora os resultados (da Segurança Pública) tenham sido positivos, a população não tem sentido isso. Estou insatisfeito — declarou.
O governador pretende ainda instalar, até o final de 2013, pelo menos 20 Territórios da Paz no Rio Grande do Sul. Conforme ele, o Piratini buscará concretizar o projeto a partir de convênios com as prefeituras e da formação dos novos PMs, que podem agregar valores a seus salários.

O incremento do policiamento nas ações dos órgãos de segurança pública, segundo Tarso, tende a diminuir ainda mais a taxa dos casos de latrocínio (roubo seguido de morte). De 2011 para 2012, disse o governador, o tipo de crime sofreu redução de 17,2%. Segundo ele, a mudança operacional e nas formas de enfrentamento à criminalidade corroboram os dados.

— A Polícia Civil passou a atacar e desmantelar inúmeras quadrilhas. Como consequência, quadros menores do crime organizado começam a disputar territórios. Em algum momento, haverá queda de homicídios entre jovens que disputam essas áreas — afirmou o governador.

De acordo com Tarso Genro, o orçamento da Segurança Pública em 2012 deve chegar a R$ 2 bilhões. Para 2013, acredita que o valor atinja R$ 2,2 bilhões.
Fonte:http://zerohora.clicrbs.com.br
**********************************************************
NOTA DO EDITOR: O Governador tem noção do que deve ser feito, porém de intenções já estamos escolados. Urge investimento em equipamentos de tecnologia de ponta, armamentos, equipamentos de proteção individual, viaturas e é claro na reposição continuada dos efetivos.
A resposta dos órgão que compõe a Segurança Pública é proporcional aos meios de que dispõe, a motivação e o preparo técnico de seus componentes, são variáveis que envolvem uma política séria que encare de frente as carências acumuladas ao longo de vários governos, que simplesmente se esqueceram das solução estruturais dos problemas relativos ao tema.
A Segurança Pública é onerosa para os cofres públicos e muitos governos tem simplesmente se omitido, e por consequência a criminalidade aumenta em proporções assustadoras colocando sob terror os cidadãos de bem.
O descaso dos governos, aliado a frouxidão do nosso sistema legal são elementos que a cada dia incentivam e aumentam  a criminalidade e a violência sob a marca da impunidade.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Suspeitos de assaltar médica em frente à Redenção se entregam à polícia

Após o fim do prazo da lei eleitoral, os dois suspeitos de tentar assaltar uma médica na Capital na semana passada foram presos por volta das 17h desta terça-feira ao se entregarem para a polícia. No dia 2, a pediatra Simone Teixeira Napoleão, 49 anos, foi baleada em frente ao Parque Farroupilha (Redenção).

Eduardo Paulon Madruga, 21 anos, e José Lucas Peixoto Mesquita, 18 anos, foram soltos no dia seguinte ao crime após o juiz plantonista Mauro Caum Gonçalves negar a prisão preventiva da dupla por tentativa de latrocínio (roubo seguido de morte). A decisão foi criticada duramente pelo Ministério Público Estadual.

Por volta das 16h40min, o pai de Madruga telefonou para o major Leandro Luz, da seção de inteligência do Comando de Polícia Ostensiva da Capital (CPC) informando que filho e o amigo estavam à disposição da polícia. A prisão foi efetuada às 17h10min na Rua Antônio João Brugnera, no bairro Santa Tereza, Zona Sul.

A dupla foi encaminhada para o Palácio da Polícia e deve ser encaminhada nesta noite ao Presídio Central de Porto Alegre.

De acordo com a lei eleitoral, Madruga não poderia ser preso até hoje às 17h. As exceções são para casos de flagrante delito ou sentença criminal condenatória por crime inafiançável e desrespeito a salvo-conduto. A medida, que entrou em vigor na mesma terça-feira em que a médica foi baleada, tinha validade de uma semana e se encerrou hoje.

O assalto
Por volta das 17h de terça-feira, após sair de uma pet shop localizada na Avenida José Bonifácio, entre a Travessa Paz e a Rua Santana, no bairro Farroupilha, com sua duas cadelas Yorkshire, a pediatra Simone Teixeira Napoleão, 49 anos, foi abordada por dois homens quando chegava em seu carro, um March, que estava estacionado a poucos metros do estabelecimento. Um vendedor, que estava na entrada do prédio em frente, assistiu à cena e tentou acudir a vítima na companhia do porteiro.

— Eles tentaram tirar a bolsa dela, e nós gritamos: "Deixa, deixa ela". Quando os assaltantes nos viram, disseram: "Queima eles" — relatou Fabio Rodrigues, 31 anos.

Assustados, os dois voltaram para o edifício, localizado no número 213, quando um dos criminosos disparou um tiro que atingiu o vidro do portão. A médica tentou entrar no prédio, mas não conseguiu, e foi novamente abordada pelos assaltantes. Um tiro foi efetuado contra a pediatra e atingiu o seu quadril. A polícia trata o caso como roubo de carro.

Dono da pet shop onde a pediatra buscou os animais de estimação, o empresário Adilson Zanatta, 45 anos, auxiliou a cliente logo após a tentativa de assalto. Segundo ele, a pediatra teria tentado argumentar com os criminosos para deixar os cães a salvo quando foi baleada.
Horas após o crime, a prisão

Rapidamente, a BM chegou ao local, e os ladrões fugiram com a reação dos pedestres e moradores. Após buscas, um deles, Eduardo Paulon Madruga, 21 anos, foi preso nas redondezas pelo Batalhão de Operações Especiais (BOE), que atuou em parceria com o 9º Batalhão de Polícia Militar.

Com informações dadas por Madruga, a BM encontrou por volta das 21h, o segundo suspeito de participar da ação. José Lucas Peixoto Mesquita, 18 anos, estava em casa, na Rua Antônio João Brugnera, no bairro Santa Tereza. Os suspeitos foram levados à 2ª Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (2ª DPPA). 

A hipótese levantada por moradores da redondeza de que o tiro que atingiu a médica pudesse ter sido disparado por um alguém que tentava acertar os bandidos foi descartada pela polícia:

— Esta hipótese não existe. Ela foi alvejada por um tiro executado pelo criminoso que foi preso — disse a delegada Liliane Pasternak Kramm, da 2ª DPPA de Porto Alegre.
Fonte:http://zerohora.clicrbs.com.br
*********************************************
NOTA DO EDITOR: Enfim justiça feita, após as repercussões amplamente negativas ante a decisão equivocada do magistrado que ignorou a periculosidade dos criminosos e o interesse público, em nome de um garantismo e formalismo completamente fora da realidade das ruas e dos fatos narrados e comprovados nos autos da Prisão em Flagrante.
Esperemos que a Corregedoria do TJRS, sempre ciosa de suas funções, em breve divulgue as medidas adotadas para responsabilizar o autor da falha e as providências para que não mais ocorram.

Repercute ainda a decisão de liberar os agressores da médica

Nesta segunda feira repercutiu ainda a desastrada liberação dos agressores da médica.
No link meu artigo publicado no Jornal do Comércio.

E o magistrado não vai falar?