sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Representação contra Lei da Previdência Complementar do RS é entregue ao Procurador-Geral da República

Presidente do TJRS entrega representação contra lei estadual que criou a previdencia complementar.
O Presidente do Tribunal de Justiça, Desembargador José Aquino Flores de Camargo, esteve reunido nesta manhã (17/12) em Brasília em audiência com o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot. Na oportunidade, foi entregue representação arguindo a inconstitucionalidade da Lei de Previdência Complementar nº 14.750, em vigor desde outubro de 2015 no Rio Grande do Sul. A representação é assinada pelo Tribunal de Justiça, Ministério Público, Tribunal de Contas e Defensoria Pública do Estado.
Estiveram presentes o Defensor Público-Geral do Estado, Nilton Leonel Arnecke Maria; o Desembargador Aymoré Roque Pottes de Melo, Presidente da Comissão de Assuntos Previdenciários do TJRS; e a representante do Procurador-Geral de Justiça do Ministério Público do RS, Ana Cristina Petrucci. Também participou o Procurador Regional da República Wellington Cabral Saraiva, Coordenador da Assessoria Jurídica Constitucional da PGR.
Violação constitucional
Entre as razões expostas para contestar a constitucionalidade da lei está a violação da preservação da independência dos Poderes e da autonomia das instituições, assegurados constitucionalmente.
A representação argui que o Projeto de Lei Complementar, aprovado em regime de urgência, infringiu competência constitucional do Chefe do Poder Judiciário do Estado e tolheu a participação das demais instituições autônomas abrangidas, impedindo a discussão sobre a implementação de Fundação própria do Poder Judiciário, integrada pelo Ministério Público, pela Defensoria Pública e pelo Tribunal de Contas do Estado. Comunicado expresso neste sentido foi enviado ao Presidente da Assembleia Legislativa e ao Secretário-Chefe da Casa Civil, ainda quando tramitava no parlamento o Projeto de Lei Complementar.
"O Poder Judiciário do Rio Grande do Sul não pode se omitir diante da grave violação de sua independência como Poder de Estado", afirma o Presidente do TJRS.
Ajuizamento de ação e pedido liminar
Na representação, postula-se que a Procuradoria-Geral da República ajuize Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), com pedido de concessão de liminar para a imediata suspensão da legislação.

O Procurador-Geral Rodrigo Janot mostrou-se receptivo ao pleito, afirmando que apesar de estar atuando em diversos processos e investigações em nível federal, priorizará o exame da representação, a fim de que a ADI seja ajuizada ainda neste mês de dezembro, durante o recesso judiciário.
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NOTA DO EDITOR: Para quem pensou que a situação estava sacramentada parece que recém está começando este embate, o qual promete ainda muitas emoções.
A mudança é radical e merece uma avaliação que vá além dos limites da vontade do poder executivo estadual de economizar por conta de cortes no salário de seus servidores, principalmente nas carreiras consideradas de estado, que é o caso do Judiciário, MP, Defensoria e área de Segurança Pública.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Folha de junho do funcionalismo estadual será paga no dia 30

Mesmo assim, secretário da Fazenda não descarta atrasos


O secretário estadual da Fazenda, Giovani Feltes, anunciou nesta quarta-feira (24) que o funcionalismo público vai receber em um único dia no mês de junho. A informação foi confirmada no programaGaúcha Atualidade.
Tradicionalmente, a folha dos servidores do Estado é paga em três dias consecutivos (separados por categorias). Este mês, porém, o governo optou por esperar pelo último dia (dia 30) para conseguir arrecadar o maior volume de recursos possível.
“Não teremos o calendário de três dias. O pagamento será todo no dia 30", afirmou.
Apesar da opção pelo último dia, ainda assim, o governo gaúcho não conseguiu confirmar o pagamento dos servidores sem atraso.
"Não há garantia de que haja dinheiro no dia 30 para pagar 100% da folha. Por um lado, temos que repassar recursos para hospitais e Santas Casas. E, ao mesmo tempo, temos que cumprir decisões judiciais para não atrasar salários de servidores”, explicou.
Mudanças no plano de aposentadoria
O secretário da Fazenda  também informou no programa Gaúcha Atualidade que o Piratini pretende encaminhar até o final deste ano um projeto de lei à Assembleia Legislativa que modifique o plano de aposentadoria dos servidores estaduais.
A intenção é elaborar um projeto semelhante ao do governo federal, que criou a Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal (Funpresp). A iniciativa da União prevê que servidores que recebam acima do teto contribuam com um percentual maior para o fundo, caso queiram se aposentar com salário integral.
“É bem provável que num futuro bem próximo, o Executivo remeta à Assembleia algo muito próximo, se não igual ao que a presidente Dilma fez”, afirmou.
De acordo com o secretário, o governo do Estado prepara as etapas "três" e "quatro" do ajuste fiscal gaúcho, com medidas mais amargas para enfrentar a crise nas finanças públicas.
FONTE: http://gaucha.clicrbs.com.br/
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NOTA DO EDITOR: O governo do PMDB se caracteriza pela satanização dos servidores públicos, não poderiamos esperar por nada diferente. Mas vamos lá, o bode foi colocado na sala, as medidas de sufoco estão sendo gestadas e o caminho para sua aprovação está bem pavimentado com essas intermináveis churumelas do governo.
Acredito que somente aumento de impostos e cortes de despesas não será suficiente para cobrir o deficit monstruoso que se acumula mês a mês por conta da incapacidade de gestão de várias administrações incompetentes que passaram pelo Piratini.
Medidas amargas serão adotadas e diga-se de passagem são necessárias para colocar o trem nos trilhos novamente. Nosso estado é rico, os governos é que são incompetentes!!!
Espero que o governo tenha culhão para estabelecer medidas de arrocho para todos os Poderes, e não somente o primo pobre do Executivo, o qual sempre tem ficado com o ônus mais pesado.