sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

RS retoma a última posição no ranking dos salários de PM e Bombeiros

O RS voltou a ocupar a última posição entre os salários pagos aos policiais e bombeiros militares do Brasil. Reportagem da Folha de São Paulo publicada, 12 de fevereiro revela que as negociações nos outros estados elevaram os salários iniciais , em média, para R$ 1,950,00 e R$ 2.650,00.
O primeiro colocado no ranking é o Distrito Federal onde o salário inicial é de R$ 4,6 mil, porém deve-se levar em conta que é pago pelo Governo Federal. Já o estado que paga o pior salário do Brasil voltou a ser o RS. Já, com o pagamento da segunda parcela do reajuste emergencial, em abril, a remuneração inicial de um soldado é de apenas R$ 1.539,93.
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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Oficiais da Brigada querem discutir lei

O deputado João Fischer (PP) disse ontem no plenário que a Brigada Militar "deve ser um órgão de Estado e não de governo". Ele se referia ao projeto de lei 448, enviado em regime de urgência pelo Executivo para alterar os critérios de promoção na Polícia Militar. O presidente da Associação dos Oficiais da Brigada Militar, José Carlos Riccardi Guimarães, é contrário à aprovação da lei e disse ser necessário maior tempo para o debate com a categoria. 
Fonte:http://www.correiodopovo.com.br
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NOTA DO EDITOR:Este é daqueles projetos que caem de maduro que é casuísmo, pois diante da realidade atual de busca de qualificação profissional, de uma política de promoções por mérito e desempenho funcional, a simples tentativa de aprovar um projeto que vai na contra mão disso tudo beira à irresponsabilidade, senão à má fé escancarada.
Está, no meu entendimento corretíssima a AsOfBM em buscar abortar esse projeto casuísta, discriminatório e iminentemente tendencioso.
Por outro lado basta ouvir a oficialidade para constatar a revolta com esse tipo de projeto que busca aparelhar a instituição e favorecer alguns, nem sempre os melhores, em detrimento da maioria por conta de envolvimento partidário com os atuais inquilinos do Palácio Piratini.
O comando da corporação, que até o momento vem desempenhando sua missão com denodo e competência não pode vacilar e se deixar levar pelo canto da sereias vermelhas. Esse projeto não tem nenhuma identificação com os Oficiais da Brigada e deve ser rechaçado à exaustão!!!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Análise - Governos ainda não entenderam que greve de PM é problema social

 - A repressão do governo federal do PT contra os PMs grevistas da Bahia e do Rio prossegue implacável, porque o vice-Presidente da Anaspra (Associação Nacional de Praças), cabo Jeoás Nascimento, se entregou na manhã desta terça-feira (14) ao comando da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, em Natal, onde exerce a função. Ele é um dos 12 líderes do movimento grevista dos militares na Bahia que tiveram a prisão decretada e estava foragido desde o último dia 6, quando a Justiça baiana expediu o mandado de prisão. Outras quatro pessoas estão presas em Salvador. A notícia torna ainda mais oportuna esta análise do sociólogo e professor da UFRGS, RS, José Tavares dos Santos, que avisou em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, domingo (Caderno Aliás, página J4) que " em 15 anos de greves de policiais, ainda não entendemos que são um fenômeno social".

Eis o que ensina o professor José Tavares dos Santos:
Agora que as greves de policiais estão aí é preciso reconhecer nelas uma forma de luta social como tantas outras. Negar esse fato valendo-se de palavras como "motim", ou tentando partidarizar a questão, é um desserviço à democracia. A crise na Bahia traz mais uma vez a oportunidade de elevar o nível da discussão sobre as nossas necessidades em termos de segurança pública. Afinal, queremos ter um serviço policial ou uma força policial? Este é o debate que se impõe.
Fonte:http://polibiobraga.blogspot.com/
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NOTA DO EDITOR: Está caindo de maduro que o sistema policial brasileiro está carente de valorização e de uma remodelação que defina o que se quer da polícia: segurança pública de qualidade ou apenas o que temos visto nos últimos anos, ou seja a correria no atendimento aos chamados da população através do 190 e 191. De prevenção nada, de repressão muito pouco de investigação menos ainda. Carecemos de investimentos em tecnologia e em recursos humanos, pois uma polícia que se preze não pode estar na penúria que há décadas nos é imposta por sucessivos governos. Enquanto isso na Brasilha da Fantasia tramitam/não tramitam projetos de todas as matizes: de polícia única à PEC 300, tudo na busca dos votos dos policiais, os quais parecem ter acordado e resolvido fazer algo objetivo para alcançar o sonhado reconhecimento salarial. Antes tarde que nunca, não sou eu quem está dizendo é um renomado sociólogo e professor da UFRGS, reconhecido reduto da esquerda gaúcha.