quinta-feira, 21 de abril de 2011

DÁ-LHE BOE/SM!!!

21/04/2011 | N° 2796

ARTIGO PUBLICADO NO DIÁRIO DE SANTA MARIA

A mistura de sentimentos – 2º BOE

Recentemente, a Brigada Militar passou por um fato muito triste, pois soldados fardados realizaram um assalto a uma agência bancária na nossa região, fato esse explorado de forma incansável pela mídia, páginas e páginas de jornal. A tristeza invade nossas mentes e corações. Foram homens que juraram defender a nossa sociedade mesmo com o risco da própria vida.

A tristeza de, em repetidos dias, abrirmos os jornais e lá, novamente, frases e manchetes julgando toda uma corporação – corporação essa que defende diuturnamente nossa gente há mais de 170 anos. A tristeza de chegarmos em nossos quartéis e sermos questionados pelo nosso efetivo: por que o jornal está fazendo isso conosco? E nós não termos resposta. Por que uma pesquisa de opinião perguntando: você ainda confia na Brigada Militar? E ver o resultado, o triste resultado: não confiam mais em nossa Brigada Militar. Aí fizemos a pergunta: qual o objetivo de tudo isso? Nós mesmos respondemos: não importa. Sabem por quê?

Felicidade. Sim, este sentimento é muito maior. Felicidade de termos milhares de homens e mulheres que vergam a nossa farda com orgulho, com amor, com respeito e satisfação. São pais e mães de família que chegam em suas casas e abraçam seus filhos e narram o socorro que prestaram, o parto que realizaram, o assalto que evitaram, a vida que salvaram, o traficante que prenderam etc.

A felicidade de termos um efetivo em Júlio de Castilhos, formado de homens e mulheres que prontamente colocaram suas vidas em risco, trocaram tiros, e prontamente prenderam os assaltantes, mesmo estando fardados. A felicidade de pertencermos a uma instituição que é regrada pela hierarquia e pela disciplina, escrava das leis e normas que, ao detectar o mínimo desvio de conduta, adota uma postura sempre forte, separando a maçã podre de forma transparente e dando rapidamente uma resposta à comunidade.

A felicidade de termos a nossa própria pesquisa de opinião, de milhares e milhares de pessoas que diariamente, ao sentirem a mínima necessidade, ligam para o 190 e lá esta a viatura, a guarnição, em todos os municípios do nosso Estado, 24 horas. Sol, chuva, frio, não importa, não interessa.

A felicidade de abrimos o jornal e lermos o artigo do dia 8 de abril dos senhores Fernando Baltar e Marcia Teston, pessoas da nossa comunidade, parabenizando o 2º Batalhão de Operações Especiais (2º BOE) e a Brigada Militar. Enfim, a felicidade de poder confiar no nosso efetivo, no cumprimento da nobre missão, pois, quando saírem do batalhão, temos a certeza que no retorno todos irão dizer: “Missão cumprida”.
JOÃO RICARDO B. VARGAS|Tenente-coronel, comandante do 2º BOE de Santa Maria
 

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Novidades da TAURUS na LAAD 2011

A TAURUS, trouxe várias novidades para a LAAD 2011, novidades de fato, ou seja, produtos nunca antes mostrados em outras feiras e eventos, nem mesmo no famoso SHOT SHOW 2011, ocorrido em janeiro passado, na cidade de Las Vegas, EUA.
A primeira novidade é a TAURUS ST12, uma espingarda de repetição em calibre 12 com câmara de 3 polegadas (Magnum), podendo também calçar a tradicional munição 2 ¾  (12/70).  Na LAAD foi apresentada sua configuração militar e policial, com cano de alma lisa com opções de 18 ou 20 polegadas de comprimento, equipado com um quebra-chamas do tipo “stand off” capaz ser utilizado em operações de arrombamento de portas, bem como com um defletor de calor que protege o atirador do contato com esta parte da arma. Sobre o cano, uma massa de mira equipada com um fio de fibra ótica melhora muito a visada durante o tiro em ambientes adequadamente iluminados natural ou artificialmente, tal qual quando do emprego conjunto com lanterna tática, sendo que o guarda-mão dianteiro vem equipado com um trilho Picatinny, prevendo justamente a utilização deste tipo de acessório, entre outros.


A arma possui um carregador tubular com capacidade para 7 cartuchos, uma trava de gatilho de acionamento transversal, facilitando o uso ambidestro, e uma empunhadura vertical do tipo “pistol grip”, permitindo o emprego confortável em diversas posições de tiro. Sua coronha é rebatível para o lado esquerdo, não interferindo com a operação do armamento, sendo também, numa configuração similar à do fuzil de assalto M-4, ajustável em comprimento, com 6 posições. É equipada com uma substancial soleira de borracha, de maneira a permitir um tiro confortável com as potentes munições 12 Magnum mesmo numa arma tão leve, que possui a caixa de culatra em duralumínio.

Outra novidade foi a renovada linha de submetralhadoras e carabinas, composta pelas submetralhadoras MT9 G2, no calibre 9x19mm OTAN, e MT40 G2, no calibre .40S&W, bem como pelas carabinas CT40 G2C e CT40 G2L, ambas no calibre .40S&W. Estas novas armas têm um sistema de construção similar ao do fuzil de assalto FN SCAR, com uma caixa de culatra feita em alumínio extrudado e anodizado sobre um conjunto de alojamento para o sistema de gatilho e carregador (Lower) em polímero, porém, diferentemente do famoso fuzil de assalto, estas armas operam no tradicional sistema “blowback”, mais simples e apropriado para os calibres típicos de armas curtas. Todas são equipadas com uma coronha polimérica ajustável em comprimento e rebatível para a direita muito similar à do citado fuzil, porém sem o ajuste de altura de visada. Também são equipadas com um “pistol grip” padrão do fuzil de assalto M-4, o que permite sua eventual substituição por similares presentes no mercado internacional, como os da Magpul, Hogue ou Tango Down. Outras semelhanças são a alavanca de manejo reversível para o lado direito ou esquerdo, o seletor de tiro ambidestro e os trilhos Picatinny, porém a TARUS vai além, incluindo um retém de ferrolho ambidestro, um apoio para a mão no alojamento do carregador e miras com pontos de trítio. As submetralhadoras MT9 G2 e MT 40 G2, bem como a carabina CT40 G2C, possuem um comprimento máximo de 672mm a 753mm, dependendo da posição de extensão da coronha, um comprimento com a coronha rebatida de 466mm e cano de 200mm, sendo que as submetralhadoras têm uma cadência cíclica de 700 a 800 disparos por minuto e peso de 3,29 kg, empregando carregadores curvos de 34 disparos no calibre 9x19mm OTAN, ou retos de 30 disparos no calibre .40S&W. A carabina CT 40G2C pesa apenas 3,1kg e, como sua similar CT40 G2L que pesa 3,86kg com um cano de 412mm, emprega também os carregadores retilíneos de 30 disparos.




A grande novidade anunciada no evento foi a entrada da TAURUS no mercado de fuzis de assalto e lançadores de granadas de projeto e fabricação próprios. Após o término do acordo com a IWI com relação à produção e comercialização do fuzil de assalto TAVOR em suas diversas versões e seus acessórios, a TAURUS apresentou seu fuzil de assalto ART556, sua carabina CT556 e seus lançadores de granadas LT37/38 e LT40.

O fuzil de assalto ART556, no calibre 5,56x45mm OTAN, é claramente baseado no fuzil de assalto FN SCAR, tanto em suas soluções construtivas como em seu sistema de operação: possui uma caixa de culatra feita em alumínio extrudado e anodizado sobre um conjunto de alojamento para o sistema de gatilho e carregador (Lower) em polímero, funcionando pelo sistema de tomada dos gases do disparo que agem sobre um pistão, o qual movimenta o transportador do ferrolho que opera um ferrolho rotativo com seis ressaltos de trancamento.  Estão presentes também a coronha polimérica ajustável em comprimento e rebatível para a direita, sem o ajuste de altura de visada, o “pistol grip” padrão do fuzil de assalto M-4, a alavanca de manejo reversível para o lado direito ou esquerdo, o seletor de tiro ambidestro e os trilhos Picatinny por todo o topo do conjunto composto pela caixa de culatra e o guarda-mão, bem como nas laterais e na parte inferior deste, tendo sido incluído também nesta arma o retém de ferrolho ambidestro e o apoio para a mão no alojamento do carregador. Com 750mm de comprimento total, 463mm com a coronha rebatida e cano de 254mm (existindo versões com outros comprimentos de cano), a arma emprega os carregadores padrão AR-15/M-16/M-4 (STANAG 4179), pesando 3,6kg com um carregador vazio para 30 cartuchos feito de alumínio inserido na arma. O que diferencia o fuzil de assalto ART556 da carabina CT556 é o seletor de tiro: segurança, semi-automático, “burst” de três disparos e fogo automático para o fuzil, e somente as duas primeiras posições para a carabina.


Os lançadores de granadas LT37/38 e LT40 são uma interessante solução até então  inexistente no mercado nacional. Possuem um tubo de 37/38mm para o emprego de munições menos letais ou um tubo de 40mm para o emprego de munição padrão 40x46mm OTAN, sendo estes tubos intercambiáveis. O sistema de disparo é por ação dupla com cão, o que traduz um enorme aumento na segurança do manuseio do armamento quando comparado a um similar, como o onipresente M203, que opera com mecanismo de disparo de ação simples. Inobstante o sistema de disparo mais seguro, os LT 37/38 e LT40 possuem uma trava de segurança manual. A abertura para carregamento se dá como no lançador de granadas MK13 que acompanha o fuzil de assalto FN SCAR: o cano bascula para a esquerda ou para a direita, expondo totalmente a câmara de disparo, o que permite o carregamento ambidestro de granadas sem limite de comprimento total da munição, sendo que este comprimento total da munição normalmente é um fator limitante para lançadores de granadas como o M203, que emprega um sistema de abertura do cano por deslizamento à frente. A arma possui trilhos Picatinny acima e abaixo de sua estrutura, permitindo a acoplagem em armamentos diversos, ou ainda o uso de maneira independente, com o auxílio de uma coronha rebatível similar à do Para-FAL. O LT37/38 tem um comprimento total de 640mm com a coronha estendida e 380mm com esta rebatida, para um cano de 260mm. Já o LT40 emprega um cano de 220mm, com redução proporcional nos suas medidas. O peso da arma equipada com coronha é de 1,8kg.(Alexandre Beraldi - Defesanet)


Resta saber se tais armamentos são de qualidade e podem concorrer no mesmo nível daqueles que outrora foram importados para uso de nossas tropas especiais.
Certamente nosso técnicos já estão ligados na avaliação com vistas a adquirí-los em breve, pois a COPA 2014 já bate à nossa porta!!!

Condor planeja levar armas não-letais direto ao consumidor

Ainda falta muito para a borracha substituir o chumbo em balas de revólveres em larga escala, afinal, mercado para elas não falta.Hoje, qualquer pessoa pode comprar no varejo armas letais, como revólveres ou pistolas, desde que obtenha autorização da Polícia Federal. Por mais estranho que pareça, o acesso a pistolas para balas de borracha ou spray de pimenta não é tão fácil. Só polícias, Forças Armadas e empresas de segurança privada podem adquirir armas não letais. Remover essa proibição legal é um dos principais objetivos da carioca Condor, uma das maiores fabricantes de armamentos não-letais da América Latina. “Somos consultados a todo momento por pessoas que querem comprar. Estamos trabalhando fortemente contra essa proibição”, afirma Antônio Carlos Magalhães, diretor de relações institucionais da Condor. Fornecedora de equipamentos para as tropas de paz das Nações Unidas, a Condor exporta para 40 países seus produtos. A empresa foi criada, em 1985, pelo advogado Carlos Erane de Aguiar. Na época, Aguiar trabalhava como auditor de uma das pioneiras em armamentos não-letais, hoje já inativa. Coma experiência, constatou que havia viabilidade econômica e financeira para criar uma concorrente. Vinte e seis anos depois, com 450 funcionários e o stand lotado durante a feira de defesa e segurança Laad, realizada recentemente no Rio de Janeiro, ele mostrou que o negócio ainda tem muito potencial. No Brasil, a Condor vende em larga escala itens como spray de pimenta e bombas de gás lacrimogêneo para forças policiais. O uso desse tipo de armamento é incentivado pelo Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), lançado em2007 para qualificar policiais. Pensando nas vendas, a companhia incentiva o uso de equipamentos não letais mesmo em operações de maior risco, como em favelas. A ideia não agrada aos policiais, o que também não impede uma mudança no modo de ocupação a favelas. Na operação da polícia e das Forças Armadas no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, por exemplo, não foram registradas mortes de civis ou suspeitos, apesar do uso combinado de balas de reais e de equipamentos não-letais. (Daniel Haidar, do Rio de Janeiro-Brasil Econômico)

Será que a iniciativa é conveniente? Nossos técnicos já se posicionaram acerca do assunto? Com a palavra o CMB...